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Tony Costa
Vocabulário das Palavras Mayas

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Vocabulário

Das palavras Mayas empregadas nos livros segundo e terceiro.
AHAU - Deus, homem divino, rei, Deus-Rei, Grande Senhor.
BALCHE - Bebida que se extrai de uma arvore em Yucatán e que se fermenta. Também significa árvore escondida.
CENOTE - Poço de água subterrânea. O Cenote Sagrado existiu em Chichen Itzá e era lugar de cerimônias místicas.
COZUMIL - Pequena ilha de frente a Península de Yucatán que significa Terra das Andorinhas. Atualmente se chama Cozumil. Esta ilha foi indubitavelmente a sede de um seminário ou escola esotérica da cultura Maya.
DZULES - Senhores; este nome se deu aos espanhóis nos primeiros tempos da conquista.
KATUN - Época ou período da cronologia Maya. Pequeno século Maya, de 20 anos de 360 dias.
KUKULCAN - Grande instrutor divino, Serpente com Plumas equivalente ao Quetzalcoatl Nahoa.
MANI - Tudo passou. Também é o nome de uma famosa cidade Maya que nos tempos da conquista foi sede dos Reis Xiu e o último refúgio da civilização Maya e de sua cultura religiosa.
PAUAH - Os que distribuem ou dispersam o jorro da vida. Quatro espíritos celestiais.
TZICBENTHAN - Palavra que há de obedecer.
Sac-Nicté - Branca Flor.

SOBRE OS MAYAS

Sobre a Raça Maya



Para enriquecer este trabalho, além da tradução do livro O Vôo da Serpente Emplumada, resolvi publicar textos e algumas fotos referentes a cultura Maya, para que o leitor saiba como viviam e um pouco de seus costumes. Esse povo Místico, Extremamente Sábio, parece querer ensinar aos homens deste Katun, como chegar a Sabedoria.

É importante salientarmos que os historiadores não conheceram a Autêntica Civilização dos Mayas, refiro-me a Civilização Serpentina, ou aos que viveram em Mayab. Conheceram apenas uma civilização em declínio, já exposta e entregue aos Dzules do seu tempo, portanto as informações históricas precisam ser compreendidas como apenas a visão que os historiadores tiveram, o que é diferente da realidade.

Os Mayas

Os maias não chegaram a formar um império unificado. Existiram em diversos centros praticamente independentes (com alguns costumes em comum), cada um dos quais tendo o seu crescimento, apogeu e decadência. Isoladas e distantes da influência européia, as cidades maias cresceram e sua cultura teve um grande desenvolvimento. A decadência dos maias aconteceu por volta do século XIII, bem antes da invasão espanhola, que ocorreu no final do século XV. Dentre as culturas pré-colombianas, a dos maias foi a que mais se desenvolveu em vários campos: arte, educação, comércio, arquitetura, matemática e astronomia. Como curiosidades, confira o esporte nacional.

A sociedade

Tendo em vista a natureza dos documentos analisados pelos arqueólogos não é fácil recompor em detalhe a organização da sociedade maia. De qualquer forma, sabe-se que apresentava grupos sociais com características bem definidas indicando estratificação social.
Os maias dividiam-se em províncias autônomas que eram verdadeiras cidades-Estado (como nos informa Alberto R. Lhuillier). Nelas a maior autoridade era o halach uinic. Ele desenvolvia funções religiosas e políticas sendo o seu cargo de natureza hereditária.
Os sacerdotes eram responsáveis pelos sacrifícios, faziam oferendas, estudavam astronomia, faziam calendários e liam escritos, em suma, concentravam uma grande parcela do poder. Eram muito temidos sendo responsáveis pela imposição dos prêmios e castigos e, principalmente, pela transmissão das tradições.
Uma espécie de nobreza desfrutava de privilégios, atuava na administração da cidade. Possuíam terras e supõe-se que não pagavam tributos.
Muito abaixo dos sacerdotes estão os guerreiros, e artesãos que se dedicam à confecção de uma série de objetos muitos deles de uso ritual. Os comerciantes, se é que existiam como grupo social, não tinham expressão.
Os camponeses dedicam-se a tarefas mais rudes, ou seja, eram responsáveis pela agricultura e pelas construções.
As propriedades comunais, forneciam alimentos para a família dos camponeses e também para os sacerdotes e nobres. A eles cabia também trabalhar nas construções dos centros cerimoniais, transportando pedras com as quais erguiam pirâmides, faziam terraços, campos de pelota e templos.
Muitos desenhos representam nativos sem que se possa saber com segurança se seriam sacrificados ou escravizados. "Os cronistas da época da conquista deixaram algumas informações em seus escritos. Eles informam que a condição de escravo podia ser resultado de uma pena (adultério ou homicídio), por nascimento (pais escravos), prisioneiro de guerra, órfão destinado ao sacrifício pelo seu tutor ou ter sido comprado por um comerciante."
A civilização maia passou por tantos períodos, por tantas transformações; sofreu inúmeras interferências de outras tradições indígenas, que fica difícil pensar não ter sofrido a sociedade maia grandes alterações na sua forma de organização social. Acredita-se, por exemplo, que num primeiro momento da vida em Tikal, as tarefas eram distribuídas de maneira pouco rígida permitindo mobilidade entre os afazeres necessários à vida do grupo.
Provavelmente em Chichén Itzá na sua fase marcada pela presença tolteca a situação tenha sido diferente, a sociedade bem mais estratificada e, provavelmente, com menor mobilidade.
Costumes e vestuário
A roupa dos sacerdotes era rica. Usavam peles de jaguar, mantos vermelhos, plumas e adornos incrustados com jade.
O uso do ornamento era tão freqüente, que entre a nobreza era costume o uso de pedras semi-preciososas nos dentes.

As Cidades

Os maias habitaram uma área que compreende hoje parte do México (os estados de Yucatán, Campeche, Tabasco e Chiapas), a Guatemala e Honduras. Calcula-se que 15 milhões de habitantes viviam em uma área de aproximadamente 325 000 quilômetros quadrados tendo como eixo a península de Yucatán.
A região é comumente dividida em: Terras Altas (Guatemala e faixa úmida do Pacífico até El Salvador) e Terras Baixas que se dividem em Terras Baixas do Sul (Tabasco no golfo do México, Honduras no litoral do Caribe), tendo como expoente em Petén, onde se concentraram o mundo Maya e as Terras Baixas do Norte que correspondem à península do Yucatán.
As primeiras aldeias em território maia datam de de 1500 a.C. Nas regiões de Chiapas e Guatemala encontramos uma cerâmica rica em ornamentação. Mas é por volta de 800 a.C. que vemos um povoamento mais intenso nas Terras Baixas.

A memória da conquista

São poucos os documentos indígenas que sobreviveram à conquista. A cristianização da América fez-se acompanhar de um grande esforço para eliminar todo material que pudesse favorecer manifestações idolátricas.
Restaram apenas três livros produzidos pelos indígenas antes da conquista. Os outros livros que se referem à cultura maia e, entre eles, os chamados livros de Chilam Balam, são adaptações que os padres fizeram à língua maia do Yucatán, descrevendo antigos costumes indígenas e a confluência entre a cultura indígena e a cultura espanhola.
Os temas tratados nos livros são de diversas naturezas: 1. textos de caráter religioso 2. textos de caráter histórico, tendo em vista as cronologias maias 3. textos astrológicos 4. Rituais 5. medicinais e, também, 6. novelas espanholas escritas em língua indígena.
Devo confessar, leitor, que enquanto escrevia sobre o passado pré-colombiano uma profecia de Chilam Balam voltava sempre à minha mente. Parecia a voz da consciência exigindo que uma última mensagem fosse escrita.
Obedeci à ordem deixando para vocês desvendarem este último mistério:
" No hay verdad en las palavras de los extranjeros"
(Profecia de Chilam Balam, que era cantor na antiga Maní)

A língua maia

São inúmeros os dialetos falados na área correspondente ao Yucatán, Guatemala, El Salvador e Belize. De qualquer forma, os lingüistas dividem-nos em dois grandes ramos: o huasteca e o maia. Este segundo ramo se subdividiu em outras línguas (como o Chol, Chintal, Mopan, etc).
A língua maia, falada no Yucatán, sofreu inúmeras transformações com as invasões toltecas e também devido às influência da língua nahuatl falada pelos astecas.
Em seus monumentos deixaram uma série de inscrições que até hoje não foram decifradas. Infelizmente muitos documentos maias foram destruídos chegando até nós apenas três livros. São eles o Códice de Dresde, o Códice de Madri e o Códice de Paris.
Os livros maias eram confeccionados em uma única folha que era dobrada como uma sanfona. O papel era feito com uma fibra vegetal coberta por uma fina camada de cal. O conteúdo desses livros são de natureza calendárica e ritual, servindo para adivinhações.
Um dos cronista que viveu na época da conquista, o Bispo Diego de Landa, refere-se aos livros que os maias utilizavam permitindo-lhes saber o que havia sucedido há muitos anos. Portanto, a escrita representava um elemento importante na preservação de suas tradições culturais. Mas, infelizmente grande parte deles foram destruídos como se pode constatar na afirmação do próprio bispo:
"...Encontramos um grande número de livros escritos nesses caracteres, e como nada tivesse a não ser flagrantes superstições e mentiras do demônio, nós os queimamos a todos".